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EXCLUSIVA | JEFINHO DO BALNEÁRIO

“Evento não é apenas entretenimento. É uma plataforma de desenvolvimento”

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Por Philipe Verdan — Analista em Políticas Públicas

Em uma conversa exclusiva com o Pérola Capixaba, o vereador Jefinho do Balneário fala sobre cultura, sustentabilidade, economia criativa e a proposta de transformar eventos em instrumentos de desenvolvimento para a Serra. A entrevista parte de uma reflexão provocada pelo Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, e chega às experiências concretas de eventos realizados no município — de Carapebus a Bicanga.

Philipe Verdan: No Dia da Árvore, celebrado em 21 de setembro, sustentabilidade ganha um significado especial. Mas como transformar essa ideia em política pública e não apenas em discurso de calendário?

Jefinho do Balneário: “Sustentabilidade precisa estar presente no planejamento da cidade. Um evento pode movimentar pessoas, mas também pode movimentar comércio, cultura, turismo, gastronomia e consciência ambiental. A proposta do Serra Criativa e Sustentável parte justamente dessa visão: fazer com que cada iniciativa deixe um legado positivo para o território.”

Philipe Verdan: A Serra tem litoral, identidade comunitária, gastronomia, cultura e diferentes vocações econômicas. Como transformar essa diversidade em uma estratégia de desenvolvimento?

Jefinho do Balneário: “A ideia é conectar aquilo que a cidade já tem de melhor. Um festival, uma feira, um evento esportivo ou gastronômico pode criar oportunidades para artistas, empreendedores, artesãos, comerciantes e produtores locais. Quando o recurso circula dentro do próprio município, o evento passa a ser também uma ferramenta de desenvolvimento econômico. É fazer a cultura conversar com o empreendedorismo, o turismo e a economia criativa.”

Philipe Verdan: E como saber se um evento realmente produziu impacto? Basta contar quantas pessoas passaram pelo local?

Jefinho do Balneário: “Não. É preciso olhar para além do público. Podemos observar geração de negócios, participação de fornecedores locais, valorização cultural, gestão de resíduos, acessibilidade, sustentabilidade e envolvimento das comunidades. A política pública precisa criar critérios e indicadores para reconhecer eventos que produzam impacto cultural, ambiental e econômico.”

Philipe Verdan: Você acompanhou esse movimento desde Balneário Carapebus e agora apoia a realização em Bicanga. Considerando que o último festival movimentou mais de R$ 500 mil na economia local, o que esse resultado representa para a Serra?

Jefinho do Balneário: “Representa oportunidade. Quando a música atrai público, o comércio vende, o ambulante trabalha, o restaurante recebe mais clientes, o artesão apresenta seu produto e toda uma cadeia começa a girar. É entretenimento, mas também é economia criativa funcionando na prática. Apoiar iniciativas assim é acreditar que cultura também pode gerar renda e desenvolvimento para a cidade.”

Philipe Verdan: E por que levar essa experiência para Bicanga? O que você enxerga quando olha para esse palco, para os artistas e para toda essa movimentação?

Jefinho do Balneário: “Eu vejo a Serra ocupando seus espaços com aquilo que ela tem de melhor: gente, talento, cultura e vontade de fazer acontecer. O Balneário Carapebus mostrou uma experiência muito interessante, e Bicanga tem uma identidade própria, uma comunidade forte e um potencial enorme. Levar um festival para diferentes regiões é também descentralizar oportunidades.”

Philipe Verdan: Se a música é o combustível e a sustentabilidade é o caminho, qual seria a trilha sonora da Serra Criativa e Sustentável?

Jefinho do Balneário: “Seria uma playlist bem capixaba, com vários ritmos e muita gente participando! Porque uma cidade criativa não pode ter uma música só. Tem que ter espaço para o samba, o forró, o rock, o pagode, a música autoral e para todos os talentos. O importante é que, quando a música termina, fique alguma coisa boa: renda para quem trabalha, oportunidade para quem produz e orgulho para quem vive na cidade.”

Philipe Verdan: Jefinho, para encerrar, deixamos o planejamento, os indicadores e a economia criativa um pouco de lado. O que você diria para o morador da Serra, para quem gosta de música, cultura e bons encontros: por que vale a pena sair de casa, ir até Bicanga e participar do festival?

Jefinho do Balneário: “Eu faço um convite para toda a Serra: vamos ocupar Bicanga, celebrar a música, prestigiar nossos artistas e fortalecer quem trabalha e empreende na nossa cidade. O festival é gratuito, é para toda a família e mostra que cultura, sustentabilidade e desenvolvimento podem caminhar juntos. Venham participar, tragam a família, os amigos e essa energia boa. Bicanga nos espera para três dias de música, cultura, sustentabilidade e muita alegria. Vamos fazer esse festival acontecer juntos!”

PÉROLA CAPIXABA — EXCLUSIVO
Por Philipe Verdan | Analista em Políticas Públicas

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